Direção: Christopher Nolan.
Elenco/Vozes: William Fichtner, Christian Bale, Aaron Eckhart, Michael Caine, Gary Oldman, Heath Ledger, Eric Roberts, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal, Nathan Gamble, Nestor Carbonell, Melinda McGraw, Michael Jai White, Joshua Harto, Beatrice Rosen, Chin Han.
Finalmente a contagem zerou e todos os fãs, e outros nem tanto, puderam ver o novo filme do Batman. Esperávamos o melhor, e tudo aconteceu como planejado, desde o roteiro à trilha sonora, passando pela atuação de todos. Podemos dizer que com um elenco desse nível não podia dar errado, coadjuvantes como Morgan Freeman e Michael Caine não são pra qualquer um, mas obviamente o trabalho do Nolan é fenomenal.
Nolan elevou o nível e espero que vire um exemplo para quem deseja contar outras histórias sobre Heróis e Vilões. Ele não hesita em gastar seus preciosos minutos tentando tornar todo aquele universo possível, acreditamos não só em Harvey Dent, mas que é possível ter um cara vestido de morcego combatendo o crime, atormentados por cada ação escolhida. Fugindo de personagens simplórios e unilaterais comumente visto, Nolan explora cada pedaço, seja bom ou ruim, da essência de seus personagens.
Por alguns minutos eu havia esquecido que o Heath Legder havia falecido, tamanha foi sua presença em cena, que em alguns casos, literalmente roubava a cena (se é que vocês me entendem). Porém, acabado esses poucos minutos, não tem como não pensar “que pena esse cara ter morrido”. Foi uma das poucas vezes que o exagero de todos os críticos se tornaram realidade, a sua atuação como Coringa foi estupenda, na falta de uma adjetivo mais forte podemos dizer única, eliminando o sentido óbvio da palavra. Junte isso a um roteiro bem escrito, com frases de dar um nó na cabeças dos mais pensantes. Realmente, é uma pena. Acredito que o mesmo foi dito do Coringa de Nicholson na época, e hoje tivemos o Ledger, então vamos esperar um pouco.
Além disso, o filme não se limita em ser simplesmente sério, há também momentos de homenagens e críticas. Críticas como no caso do aparato tecnológico usado na parte final do filme, pra variar foi um tapa na casa do atual presidente dos EUA. E homenagem, um sinal de “ei, respeitem o Batman do Tim Burton”, feita de Coringa pra Coringa. As comparações serão inevitáveis e frases como “esse Coringa deixa o outro no chinelo” serão ditas, mas acredito que seja uma grande bobagem, e essa mania que temos de esquecer os precursores é outra maior ainda. São épocas diferentes, propostas diferentes, não se pode esperar que pessoas diferentes contem a mesma história. Tim Burton é genial e tem seu valor, e eu arrisco dizer que todos já fomos fanáticos pelos primeiros filmes (I e II, claro).
Até agora, tudo que li foram boas percepções, mas sempre vai ter alguém que não goste. Esse corvos até que são úteis, vamos esperar sua aparição. Eu poderia escrever muito mais sobre todas as características técnicas perfeitamente utilizadas, do roteiro com todas as arestas aparadas, das atuações brilhantes e na medida, da trilha sonora estonteante, mas seria parcial demais pra quem já viu duas vezes o mesmo filme, em apenas dois dias.
