Completam-se sete anos dos atentados do 11 de setembro de 2001. Por toda a mídia burguesa nacional veremos a visão cínica da mídia estadunidense se espalhando e veiculando o horror das vítimas do WTC, o heroísmo dos bombeiros que trabalharam nos escombros e o ódio “inexplicável” dos malvados fundamentalistas à “terra da Liberdade e da Democracia”.
Para quem não lembra, em 2001 o imperialismo estadunidense vivia uma grave crise econômica, Bush era terrivelmente questionado com enormes índices de impopularidade, e mundo afora revoluções se gestavam derrubando governos títeres da Bushelandia.
Sete anos se passaram e as 3234 pessoas mortas nos atentados nem de longe se comparam às milhares de vítimas do pós 11 de setembro assassinadas pelas hordas imperialistas. Após os atentados, um giro enorme se procedeu nos EUA e no mundo. A opinião pública que ainda vivia a síndrome do Vietnã virou para a direita e apoiou o massacre do povo afegão e em seguida do povo iraquiano. O sionismo israelense se viu fortalecido e saiu ao ataque contra palestinos e libaneses. A indústria bélica recebeu investimentos como nunca e respondeu com um reaquecimento econômico muito bem vindo. O petróleo iraquiano passou para o controle ianque. E Bin Laden…. esse está de barba nova e sua figura serve como um bicho papão para aterrorizar estadunidenses e fazê-los voltar atrás os que passam a pensar no fim da “guerra contra o terror”.
No fim das contas, o 11 de Setembro só teve serventia ao próprio imperialismo ianque.
Fernando Heise
