Iron Man – Homem de Ferro

31 07 2008

Direção: Jon Favreau.
Elenco/Vozes: Robert Downey Jr., Terrence Howard, Gwyneth Paltrow, Jeff Bridges, Leslie Bibb, Bill Smitrovich.

Eis que surge mais uma abertura de filme com as páginas de quadrinhos se sobrepondo. A expectativa não era das maiores, pelo trailer o protagonista parecia o Tocha (Quarteto Fantástico), cheio de piadinhas que poderia tirar a seriedade do filme. Felizmente isso não aconteceu, e o Homem de Ferro saiu acima das expectativas.

Obviamente, como filme introdutório, não poderia deixar de ter uma grande parte usada na origem do personagem, e me surpreendeu, positivamente, os recursos utilizados nessas cenas. Uma boa parte foi gasta na elaboração da armadura, fazendo questão de mostrar a complexidade de tal feito. Pena que sempre falta espaço para a construção/apresentação do vilão, e sempre vemos uma coisa forçada, com risadas maléficas e frases de poder fundamentadas na ganância.

Não concordo quando falam que o Robert ressurgiu das cinzas e ainda relembram Chaplin, quanto exagero, até concordo que não tinha feito mais nenhum Blockbuster, mas nos últimos anos ele esteve em Zodíaco e O Homem Duplo. Ainda na linha de personagens, não vi química alguma no “casal” do filme, Paltrow está bem sem sal como de costume, e a relação entre eles parece pouco provável, e o roteiro fugiu desse óbvio (por enquanto, claro!). Discordo também que Jeff Bridge esteja irreconhecível, não tem como não saber que é ele, a não ser que você fique olhando pra barba. Pena que teve que lidar com o vilão, juntamente com todas as características pobres que eu citei anteriormente.

Na escala inevitável da comparação, temos Homem de Ferro acima de Hulk, Quarteto 1 e 2, Aranha 3, Superman – O Retorno, porém abaixo de Batman Begins, Aranha 1 e 2, e a trilogia X-Men (continua sendo a melhor). Vale a pena assistir? Claro, inclusive até depois dos créditos, tem uma cena lá no finalzinho.





Batman – O Cavaleiro das Trevas

31 07 2008

Direção: Christopher Nolan.
Elenco/Vozes: William Fichtner, Christian Bale, Aaron Eckhart, Michael Caine, Gary Oldman, Heath Ledger, Eric Roberts, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal, Nathan Gamble, Nestor Carbonell, Melinda McGraw, Michael Jai White, Joshua Harto, Beatrice Rosen, Chin Han.

Finalmente a contagem zerou e todos os fãs, e outros nem tanto, puderam ver o novo filme do Batman. Esperávamos o melhor, e tudo aconteceu como planejado, desde o roteiro à trilha sonora, passando pela atuação de todos. Podemos dizer que com um elenco desse nível não podia dar errado, coadjuvantes como Morgan Freeman e Michael Caine não são pra qualquer um, mas obviamente o trabalho do Nolan é fenomenal.

Nolan elevou o nível e espero que vire um exemplo para quem deseja contar outras histórias sobre Heróis e Vilões. Ele não hesita em gastar seus preciosos minutos tentando tornar todo aquele universo possível, acreditamos não só em Harvey Dent, mas que é possível ter um cara vestido de morcego combatendo o crime, atormentados por cada ação escolhida. Fugindo de personagens simplórios e unilaterais comumente visto, Nolan explora cada pedaço, seja bom ou ruim, da essência de seus personagens.

Por alguns minutos eu havia esquecido que o Heath Legder havia falecido, tamanha foi sua presença em cena, que em alguns casos, literalmente roubava a cena (se é que vocês me entendem). Porém, acabado esses poucos minutos, não tem como não pensar “que pena esse cara ter morrido”. Foi uma das poucas vezes que o exagero de todos os críticos se tornaram realidade, a sua atuação como Coringa foi estupenda, na falta de uma adjetivo mais forte podemos dizer única, eliminando o sentido óbvio da palavra. Junte isso a um roteiro bem escrito, com frases de dar um nó na cabeças dos mais pensantes. Realmente, é uma pena. Acredito que o mesmo foi dito do Coringa de Nicholson na época, e hoje tivemos o Ledger, então vamos esperar um pouco.

Além disso, o filme não se limita em ser simplesmente sério, há também momentos de homenagens e críticas. Críticas como no caso do aparato tecnológico usado na parte final do filme, pra variar foi um tapa na casa do atual presidente dos EUA. E homenagem, um sinal de “ei, respeitem o Batman do Tim Burton”, feita de Coringa pra Coringa. As comparações serão inevitáveis e frases como “esse Coringa deixa o outro no chinelo” serão ditas, mas acredito que seja uma grande bobagem, e essa mania que temos de esquecer os precursores é outra maior ainda. São épocas diferentes, propostas diferentes, não se pode esperar que pessoas diferentes contem a mesma história. Tim Burton é genial e tem seu valor, e eu arrisco dizer que todos já fomos fanáticos pelos primeiros filmes (I e II, claro).

Até agora, tudo que li foram boas percepções, mas sempre vai ter alguém que não goste. Esse corvos até que são úteis, vamos esperar sua aparição. Eu poderia escrever muito mais sobre todas as características técnicas perfeitamente utilizadas, do roteiro com todas as arestas aparadas, das atuações brilhantes e na medida, da trilha sonora estonteante, mas seria parcial demais pra quem já viu duas vezes o mesmo filme, em apenas dois dias.





Um poema de C.S. Lewis…

31 07 2008

A Prece Vespertina

De todas as minhas pobres derrotas e oh! de muito mais eu sei,
De todas as vitórias que aparentemente conquistei,
Da sagacidade que em teu favor demonstrar consegui,

À qual, enquanto pranteiam anjos, o auditório ri;
De todos os meus esforços, para a tua divindade provar,
Tu, que não concedeste um sinal, vem me livrar.

Pensamentos como moedas são. Que eu não confie, em lugar
De confiar em Ti, na imagem gasta de tua face neles a brilhar.
Dos pensamentos todos, até os que de acerca de Ti venha a ter,

Ó tu, Belo Silêncio, cai e vem libertar meu ser.
Do fundo da agulha e da estreita porta o Senhor,
Livrar-me vem do vão saber para a morte não ser meu penhor.